Consumidor pode realizar a venda de milhas aéreas dentro da legalidade

É cada vez mais comum que consumidores de programas de fidelidade busquem empresas que realizam a compra e venda de milhas. Só no ano de 2017, este mercado movimentou aproximadamente R$ 500 milhões.

Além de ser uma chance de aumentar a renda do consumidor, essa é também uma oportunidade de aproveitar os pontos que ficam parados.

Os programas de fidelidade crescem cada vez mais

Há certo tempo, os pontos dos programas de fidelidade eram conseguidos apenas nos voos realizados pelas companhias aéreas. Depois da implementação do Dotz no país, os programas se tornaram mais independentes e ganharam também outros setores da economia brasileira.

É possível acumular milhas com cartões de crédito

Cada uma das empresas de fidelidade se tornaram independentes das companhias aéreas e possibilitaram parcerias com lojas de outros segmentos. Além disso, também foram feitas alianças com cartões de crédito, que começaram a dar milhas aos usuários que gastavam nestes plásticos.

Normalmente o usuário do cartão de crédito recebe 1 milha por 1 dólar gasto, mas em alguns cartões black pode receber até 3 milhas por cada 1 dólar gasto.

Venda de milhas é considerado legal do Brasil

Logo que o mercado de milhas surgiu, foi rotulado como “paralelo” ou “mercado negro de milhas” pelo incômodo causado nas Cias aéreas. Isso ocorria devido ao fato das milhas que antes eram completamente expiradas, passarem a ser negociadas e utilizadas pelas empresas que operam milhas aéreas.

O incômodo foi tão grande que logo começou o burburinho de que tal movimentação financeira era proibida por lei. Não muito tarde, houve o esclarecimento de que não há nada errado em comprar e vender milhas.

Na legislação brasileira não existe lei que cria regras específicas em relação à negociação direta de milhas entre pessoas ou empresas, mas existe subsídio na constituição brasileira e as jurisprudências foram favoráveis às pessoas e empresas que negociam milhas aéreas, conforme mostra no conteúdo sobre a legalidade da negociação de milhas no site do Busca Milhas, uma startup especializada em atender empresas que trabalham com milhas aéreas.

Muitas milhas ainda são desperdiçadas

O problema é que, mesmo com vários pontos sendo distribuídos no mercado, os clientes não aproveitam suas milhas. Como os pontos possuem validade e nem sempre as ofertas dos programas de fidelidade interessam os clientes, um desperdício considerável de milhas ocorre. No ano de 2014 foram desperdiçadas 53 bilhões de milhas aéreas conforme mostra essa notícia na Folha de São Paulo.

Veja algumas das mais conhecidas empresas de compra de milhas

É então que, a partir dessa necessidade, as empresas de compra e venda de milhas começaram a se multiplicar no mercado.

Uma das pioneiras do negócio foi a HotMilhas, com sede em Belo Horizonte. Possibilitando que os clientes aproveitem seus pontos, é considerada uma das mais seguras do mercado. Veja como simples é vender milhas no HotMilhas.

Permitido o negócio, outras tantas empresas surgiram, buscando aumentar suas possibilidades dentro do mercado de pontos. Flex Milhas e Cash Milhas são exemplos de sites de compra de milhas que também buscaram e conquistaram seu espaço nesse mercado.

O procedimento ocorre todo por internet

Outra facilidade dada pelas operadoras de milhas é realizar todo o procedimento via internet, sem que seja necessária a locomoção do cliente para as sedes das empresas. O maior dos benefícios, por sua vez, é evitar o desperdício de dinheiro, possibilitando que o cliente aproveite sua renda como preferir.

Mesmo com todo o alarde de programas de fidelidade, que ameaçam punir seus usuários caso façam uso da compra ou venda de milhas, o negócio ganha cada vez mais espaço, mais confiança, mais respaldo jurídico e se torna uma maneira simples e segura de garantir um dinheiro extra para os clientes das empresas de milhas.

 

Fonte: Revista Exame ( https://exame.abril.com.br/negocios/dino/consumidor-pode-realizar-a-venda-de-milhas-aereas-dentro-da-legalidade/ )

12 de abril de 2018, 15h19


Publicado em 27 de maio de 2019 em Blog